Villas-Boas questiona segurança e transparências nas eleições do FC Porto

No contexto da sua campanha à presidência do FC Porto, André Villas-Boas levantou questões pertinentes sobre a segurança e a transparência do processo eleitoral no clube, na sequência de um incidente com tarjas durante o jogo contra o Vizela. Este evento levou a protestos por parte das claques, que chegaram a abandonar temporariamente o Estádio do Dragão, evidenciando uma falha de comunicação e vigilância por parte da direção atual.

Villas-Boas criticou a gestão do clube por não informar os sócios e representantes das claques sobre o roubo das tarjas, classificando tal ato como “sagrado” dentro do movimento das claques.

“Os sócios não foram informados… e no movimento das claques o roubo de uma tarja é um roubo sagrado. Daí que a constatação dessa realidade foi omitida e as claques acabaram por reagir dessa maneira ostensiva“, afirmou Villas-Boas.

Além disso, o candidato expressou preocupação com a segurança do museu do FC Porto e do próprio Estádio do Dragão, locais de grande valor emocional e histórico para o clube e seus adeptos.

“Também sou doador de bens ao museu… Há que apurar responsabilidades relativamente à segurança do museu e do Estádio do Dragão“, destacou, questionando como se poderá garantir a transparência e segurança do voto nas eleições marcadas para 27 de abril, caso a segurança destas instalações não esteja assegurada.

Villas-Boas apontou ainda para uma crónica falta de comunicação por parte da direção do FC Porto, que tem vindo a demonstrar desde 13 de novembro, e como isso tem afetado a relação com os adeptos.

“É lamentável, mas é fruto da não comunicação que a direção do FC Porto teve… Os adeptos, após terem visto a saída das claques, acabaram por animar o estádio e continuaram a apoiar a equipa“, concluiu, destacando a unidade e o apoio inabalável dos adeptos ao clube, mesmo perante desafios internos.

Estas declarações surgem num momento crítico para o FC Porto, com as eleições à porta e a necessidade de garantir um processo eleitoral transparente e seguro para todos os sócios. O incidente com as tarjas não só levanta questões sobre a gestão atual do clube mas também sublinha a importância de uma comunicação eficaz entre a direção, os sócios e as claques para manter a harmonia e o respeito mútuo dentro da grande família portista.

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