Traições, ações judiciais e muito mais. Tudo sobre “Filme” Sérgio Conceição e Vítor Bruno

O ‘casamento’ de quase sete anos que unia aquela que era, até agora, a equipa técnica há mais tempo em funções na I Liga originou um ‘divórcio’… litigioso, tão litigioso que já se encontra mesmo sob alçada disciplinar do FC Porto.

Tal como foi noticiado pelo Desporto ao Minuto, tudo começou na passada terça-feira, quando, no jantar anual entre Sérgio Conceição e os seus ‘braços direitos’, Vítor Bruno o chamou à parte para lhe comunicar que tinha em mãos um convite do estrangeiro e que pretendia iniciar a carreira ‘a solo’.

O treinador principal dos dragões (que está em vias de deixar de o ser) não colocou qualquer entrave e até lhe desejou felicidades, mas o cenário acabaria por ‘descambar’, no dia seguinte, aquando da tão badalada reunião com André Villas-Boas.

Ao cabo de duas horas de conversa, o técnico procurou saber quais eram os planos do novo presidente azul e branco para a sua sucessão, ao que este lhe fez saber que uma das mais fortes possibilidades em cima da mesa dava pelo nome de… Vítor Bruno.

Sérgio Conceição sentiu-se traído pela falta de frontalidade do parceiro de longa data (começaram a trabalhar juntos, em 2011, no Olhanense), que, por seu lado, não esquece que este renovou contrato a dois dias das eleições sem incluir no mesmo a respetiva equipa técnica.

Adjuntos ‘tomam o palco’

Ainda assim, os adjuntos de Sérgio Conceição fizeram questão de se colocar do seu lado da ‘barricada’, até porque, sabe o Desporto ao Minuto, o próprio sempre lhes garantiu que estes o acompanhariam, fosse qual fosse o próximo passo na carreira.

Diamantino Figueiredo, treinador de guarda-redes do FC Porto, foi o primeiro a falar, ao jornal O Jogo, atirando: “Eu não estou contra a decisão do Vítor, pode seguir o seu caminho, tudo bem. Agora, a maneira como foi feita…”.

“Que homem é ele? Era o braço direito, é uma grande traição. Agora, ele era homenzinho e dizia, ‘olha, Sérgio, tu vais embora, há um enorme desgaste e eles querem que eu assuma, que dizes?’ O Sérgio era capaz de ficar chateado, mas dizia-lhe para fazer o que entendia”, acrescentou.

Uma posição partilhada por Siramana Dembelé, em entrevista ao Maisfutebol: “«O Sérgio Conceição não traiu ninguém, o Sérgio Conceição foi sempre muito direto, muito frontal, sempre tratou muito bem de nós, pensou sempre em nós”.

A posição de André Villas-Boas e Vítor Bruno

Com o ‘caldo entornado’, a direção do FC Porto não teve alternativa a não ser reagir publicamente, fazendo saber que “deu já instruções internas para que se iniciem os procedimentos tendentes a avaliar da relevância disciplinar” de todo o sucedido.

“Com efeito, poderão estar em causa, entre outros, a violação dos deveres de urbanidade, respeito e lealdade para com a Entidade Patronal, mas também para com outros trabalhadores, designadamente em face do teor potencialmente atentatório da dignidade pessoal e profissional de profissionais do Grupo, colocando em causa o bom funcionamento da Organização”, pode ler-se no comunicado oficial.

Vítor Bruno, por seu lado, publicou, nas redes sociais, uma nota assegurando que nunca “apunhalou pelas costas” Sérgio Conceição, com quem, garantiu, usou “sempre da maior lisura, transparência e honestidade”, classificando a “narrativa” de “totalmente falsa”.

“Em momento algum, tal circunstância teve alguma relação com a minha decisão de seguir um caminho distinto da aludida equipa técnica – nada tendo eu que ver com o ‘lançamento’ de tais notícias, as quais são absolutamente destituídas de sentido ou fundamento”, rematou.

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