Tiago Pinto recordou momentos difíceis no Benfica e explicou como Vieira lhe ensinou a fazer negócios

Tiago Pinto era o responsável pelas modalidades do Benfica. Mais tarde, foi promovido pelo presidente Luís Filipe Vieira a diretor geral para o futebol profissional. Atualmente sem clube, após sair da Roma em janeiro, onde desempenhava as mesmas funções, o português admitiu que, quando se mudou para a estrutura do futebol, enfrentou momentos difíceis.

“É a primeira vez que alguém me pergunta sobre isso, mas não foi o que pareceu. Nas modalidades estava protegido porque as pessoas não falavam muito sobre elas, mas no futebol o país vive com o Benfica. Se alguém se lesiona no treino todos os jornais e comentadores falam sobre isso”, começou por dizer.

“Foi muito difícil enquanto grande adepto. A minha família toda é do Benfica. A minha mãe organizava o jantar durante o fim de semana ou quando o Benfica jogava de acordo com a hora dos jogos. Se o Benfica jogasse às 19h, comíamos às 21h depois do jogo. Se o Benfica perdesse o meu pai e eu não jantávamos”, continuou, falando de Rui Vitória e Rui Costa.

“Foi muito difícil no início. Senti muita pressão. Senti muito ‘não podes falhar agora’. Todos os meus tios e primos são do Benfica. Mas, aos poucos, aprendi a fazê-lo. O presidente foi muito importante, mas o treinador também”, referiu.

Sobre negócios, Tiago Pinto revela ter aprendido muito com Luís Filipe Vieira. “Aprendi com o meu primeiro presidente no Benfica. Eu costumava ficar muito entusiasmado quando fechávamos um negócio. Mas ele depois dizia-me: ‘Se fechámos quer dizer que podíamos ter feito melhor’. Ele queria dizer que, no momento em que fechas o negócio, a outra parte também está satisfeita e isso não é positivo. Podes sempre fazer um pouco mais e melhor. Acho que é uma boa forma de olhar para as coisas”, concluiu.

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