Sérgio Conceição arrasa intensamente a arbitragem no final do clássico ‘São erros graves’

Na ressaca de um empolgante empate a dois golos na receção ao Sporting, Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, refletiu sobre a prestação da equipa e a integração dos jogadores da formação no plantel principal. O confronto, que ocorreu este domingo para a 31.ª jornada da I Liga, evidenciou tanto a qualidade emergente dos jovens como as decisões arbitrais que, segundo o técnico, influenciaram o resultado final.

Questionado sobre a aposta na juventude, Conceição defendeu o timing de integração dos atletas, alegando que “mais cedo não teriam tido o nível que tiveram hoje”. O treinador elogiou a evolução natural e o tempo de preparação que permitiram aos jogadores exceder as expectativas, apesar de reconhecer que “perdemos por dois erros“.

O jogo foi marcado por oportunidades perdidas, com Conceição a lamentar uma jogada chave de Francisco Conceição que poderia ter ampliado a vantagem para 3-0. “Talvez seja o ano em que criámos mais situações”, refletiu, ao mesmo tempo que criticou a atuação da “terceira equipa” – a arbitragem – por erros que considera terem alterado o curso do jogo.

“Mais cedo não teriam tido o nível que tiveram hoje. É a evolução natural dos jogadores que fazem parte desta fase de transição para o plantel principal e têm o seu tempo de trabalho, perdemos por dois erros. Os jogadores fizeram um jogo acima da média, interpretaram bem o que foi pedido. Criámos muitas situações, há aquela situação do Francisco que têm o Pepê completamente solto para fazer o 3-0. Talvez seja o ano em que criámos mais situações… Depois há a terceira equipa e eu cada vez menos entendo isto. São erros graves, que mudam o destino do jogo. Toda a gente vê, são simples de analisar e não sei o porquê de não serem assinalados“, referiu.

Em relação às possibilidades do FC Porto na conquista da Taça, Conceição foi cauteloso, destacando que os indicadores de sucesso vêm do trabalho diário e não de um único jogo. Com uma nota de desafio, recordou as conquistas da equipa ao longo dos últimos sete anos sob sua liderança, durante os quais enfrentaram o fair-play financeiro e mantiveram um alto nível de desempenho.

Por fim, o técnico não escondeu a sua perplexidade com a renovação do seu contrato, mencionando que “há situações que a mim me ultrapassam”, e prometeu abordar estas questões internamente. Com uma análise franca e direta, Conceição sublinhou a resiliência e maturidade da equipa, particularmente durante os 88 minutos em que se mostraram superiores, antes do desapontante empate final.

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