Sérgio Conceição arrasa arbitragem dizendo – “Consegui perceber que há um penálti claro sobre o Galeno, mais um”

Sobre o jogo: “O jogo complicou-se depois da expulsão do Pepe e a equipa não conseguiu fazer mais e melhor por causa do treinador.”

Conseguiu perceber a expulsão do Pepe? “Consegui perceber que há, aos cinco minutos, um penálti claro sobre o Galeno, mais um. Não sei o que é preciso os meus jogadores fazerem para se assinalar um penálti. E os que são assinalados, são revertidos, como aconteceu contra o Rio Ave, aconteceu no Estoril. E aqueles que são claros, em Arouca, no Bessa… está difícil. Sei que os jogadores sentem muito isso. Por aquilo que foi o passado recente, o que se falou nestas duas semanas, das reações dos jogadores… olha-se muito para as reações e amanhã vão falar mais da situação do Pepe do que do penálti claro sobre o Galeno e de uma situação que dá origem ao primeiro golo do Vitória. Fora da área assinala-se falta, dentro da área não se assinala. Fica difícil.

Os jogadores perdem essa frescura a nível emocional, mas não devem, porque saímos prejudicados. O Vitória veio fazer o jogo que eu pensava que eles vinham fazer, com um bloco um pouco mais baixo. O primeiro golo surge de uma situação que foi muito menos grave do que a que se passou na área com o Galeno. Não sei qual seria o resultado, mas o jogo seria outro de certeza. Tenho que o dizer, é o que sinto. Há uma equipa que faz 23 faltas, tem 5 ou 6 amarelos, alguns até por discussão. Nós temos seis faltas, um vermelho e dois amarelos. Já se perde um bocadinho… a sensação que tenho é que se começa a perder a alegria e a paixão pelo futebol. Há muita coisa negativa. A começar pelo que não fizemos e devíamos ter feito. Mas depois tem sido uma constante, sempre que nos queremos aproximar da frente… Vi uma equipa a perder no dérbi, o chamado dérbi eterno, e nós podíamos aproximar do segundo lugar. Mas desta forma está muito difícil. Mas vão ter de levar connosco até ao final, a lutar como podemos lutar. Dentro destas ausências, que parece que vai ser usual nós termos. Há coragem para expulsar o Pepe, há coragem e provavelmente foi bem expulso. Não há coragem para expulsar um jogador do Benfica, o Di María, para expulsar o Hjulmand. Para uns há coragem, para outros não há. É isto o futebol português.”

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