Rúben Amorim: “Imagino como deve estar Moçambique e o telemóvel do Geny…”

Dois golos de Geny Catamo, emocionou-se. Já falou com ele? “Não quero ser o mau da fita, mas até acho que o Geny já fez jogos melhores. Só que [este sábado] foi muito decisivo, e portanto há que dar mérito ao Geny. Imagino como deve estar Moçambique e o telemóvel dele. Tenho de falar com ele, acalmar o Geny, porque em Barcelos temos um jogo muito difícil.”

Estrelinha tem sido a forma como certos jogadores aparecem na altura certa? Trincão, Bragança e Geny? “Sim, podemos chamar estrelinha do jogador, mas há aí muito trabalho dos jogadores. Para o Trincão passar o que passou e conseguir ser o jogador que tem sido, revela muito trabalho. O Geny também passou um mau bocado, mas tem umas características muito boas para jogar ali. Quando joga naquela posição é se calhar o jogador mais pressionante e que consegue dividir entre voltar para a linha defensiva e pressionar na frente com os colegas. Portanto, as características deles ajudam a evidenciar-se em certos momentos. Diria estrelinha do treinador de ter jogadores que aguentam maus momentos e depois na altura que precisamos muito são mais-valias.”

Equipa mais madura? “Não sei. Acho que na primeira época também fomos muito maduros, até mais do que este ano, mas também sentimos os momentos. Estamos a falar de cinco anos, não ficamos sempre com os mesmos jogadores, o crescimento devia aparecer mais se tivéssemos toda a base. O Morita teve uma época o ano passado, mas jogava no Santa Clara, com todo o respeito. Depois de uma época tão má, há momentos que sinto que a equipa está ansiosa, como eu no banco. Voltamos a ter um bocadinho a alma que tivemos no primeiro ano, muito por culpa do que passámos no ano passado. Voltámos a ter qualquer coisa que diferencia a equipa nestes momentos.”

Geny Catamo pode ser o Cristiano Ronaldo de Moçambique no futuro? “Não sei a realidade de Moçambique e às vezes é difícil falar do Cristiano Ronaldo, porque foi um dos melhores jogadores de sempre do mundo. Pode ser uma referência, também joga num clube para isso. Há muita gente a gostar do Sporting em Moçambique. Acho que ele tem de crescer em muita coisa. E, se nós achamos que está um jogador decisivo em jogos importantes e capacidade boa, eu acho que ele pode crescer muito mais e claramente ser uma referência de Moçambique. Quando existe uma referência dessas, ajuda sempre ao desenvolvimento do país. Vejo ele como uma grande referência, mas com algumas lacunas que precisa de trabalhar.”

Ajustes táticos desde o jogo da Taça de Portugal: “Tudo foi importante, a diferença da Luz é que o Geny não precisa de muitos apoios. É diferente do Esgaio, precisa de um apoio. Com o Geny podemos meter o Trincão mais a número 10, a prender os médios centro. Essas pequenas coisas fizeram diferença. Lá custou-nos a primeira parte, porque o Geny acompanhou o Aursnes, foi o encaixe perfeito. Na Luz criou muitas dificuldades. O Inácio teve de ir muito à linha na Luz e não é bom para ele, porque desgasta-se muito. Desta vez tínhamos lá o Matheus Reis. Acreditávamos que o Benfica não ia mudar o onze porque jogou bem. Todos os ajustes têm importância, mas porque ganhámos. Se não tivéssemos ganho não teria tido esse efeito. Foi tudo pensado e os jogadores executaram bem.”

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