“O que Interessa são os troféus no museu. Muito bem, mas é importante a parte financeira para operar no dia a dia”

Aposta na formação: “Não podemos ter medo de chamar precocemente talento da formação à equipa principal. É um risco, mas há grandes equipas que atuam neste sistema e não perdem capacidade competitiva. Os talentos são bons e, neste caso, têm amor ao FC Porto por terem sido formados no clube. Têm essa marca distinta neles, esse peso e responsabilidade. Tudo envolve risco, por vezes choca contra projetos desportivos ou visão do treinador. No Barcelona, no Ajax e no Bilbau isto é mais respeitado, no Sporting também existe. No FC Porto, se formamos bem, não podemos ter medo de chamar precocemente. Tem de haver um respaldo ao treinador do ponto de vista desportivo em relação ao talento que entra na equipa, que pode demorar mais. É aí que entra a direção desportiva.”

Museu e finanças: “Inicialmente, a construção de um plantel de futuro tem de obedecer a critérios rigorosos. 27 de abril já vem tarde por isso. Felizmente, por conta da estruturação desta candidatura, já estamos a trabalhar no futuro, para que possamos operar no mercado. Aí estará a parte financeira para dar-nos uma visão. Sem investimento, que talento temos? São fatores sensíveis, mas que não tira a exigência que vão colocar sobre nós. Não interessa como estamos, interessa são os troféus no museu. Muito bem, mas também é importante olhar para a parte financeira, para podermos operar no dia a dia. Escolher um jogador à Porto tem de obedecer ao máximo rigor e escrutínio.”

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