Membro de claque do FC Porto questiona Villas-Boas: “Quando passa o limite do razoável vou ter de cortar”

Eu sou da claque, líder de núcleo. Apanhei muita chuva em Portimão. Como vai lidar com a claque, vai tirar-nos o apoio?
“Se eu estiver a dizer algo errado, interrompe-me. Uma claque teve acesso indevido a quantidade enormes de bilhetes e transacionou em detrimento de bilhetes que podem ser cedidos a casa e associados. É por conta disso que os sócios se revoltaram, por causa desses privilégios. Há muitas pessoas que, em muitos cenários, fizeram filas enormes e viram-se cortados pelos lados por pessoas da claque para irem buscar maços de bilhetes. Isto é uma queixa recorrente. Os outros sócios não são beneficiados relativamente às claques porque estas têm um acesso indevido. Respeito em absoluto o movimento das claques, o movimento ultra, de ir cantar para o estádio. Eu enquanto miúdo também ia para a Superior Sul e no golo era descer as escadas e ir abanar o arame farpado, aquilo tinha uma significado enorme. Os outros associados também têm um amor profundo, não precisam de estar na claque para dizerem isso. Quero falar com os líderes das claques e compreender as suas frustrações. Posso privilegiar até certo ponto, mas só até um ponto razoável, quando passa o limite do razoável vou ter de cortar.”

A relação com claques: “Não quero acabar com os grupos organizados de adeptos. Mas no meu programa também está lá uma análise forense. Quero saber porque é que saíram determinado número de bilhetes que deveriam ter rendido determinados milhares de euros e eles não vieram. Vou colocar-me como assistente no processo que está em curso para perceber o que aconteceu ao dinheiro.”

Como é que tem sido ser filho bastardo? “Pai só tenho um e nem disse tal coisa como o presidente passou. Fui convidado para o documentário, fi-lo com muito gosto. Fui entrevistado pela Estela, do Porto Canal, que fugiu a várias perguntas que estavam no guião e respondi a todas com elevação, elegância e sentido de respeito pelo presidente. Se as palavras não agradam, é fácil editar e apagar. É um universo novo. Algum dia estiveste à frente do presidente para lhe fazer perguntas? A outra candidatura já quer chegar às casas quando antes nunca quis chegar.”

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