Luís Gonçalves diz que o jogo mais escandaloso foi do Sporting

Luís Gonçalves, administrador da SAD do FC Porto, lançou críticas contundentes à arbitragem de certos jogos do campeonato português, acusando-a de beneficiar o Sporting com decisões questionáveis. O foco das suas reclamações centra-se em dois jogos específicos: o confronto do Sporting com o Farense e com o Casa Pia, nos quais alega que os leões foram indevidamente favorecidos.

Referindo-se ao jogo entre o Farense e o Sporting como “o mais escandaloso deste campeonato”, Gonçalves descreve uma série de decisões que, na sua opinião, prejudicaram a justiça do resultado. Destaca a expulsão precoce de Gonçalo Silva do Farense, questiona a não expulsão de Hjulmand do Sporting por acumulação de amarelos, e critica a marcação de um penálti a favor do Sporting perto do final do jogo, numa decisão que considera incompreensível.

“Esse é, talvez, o jogo mais escandaloso deste campeonato, aquilo a que se chama uma vergonha. Foi uma vergonha. Foram decisões todas elas que foram conduzidas num determinado caminho. O jogador do Farense, o Gonçalo Silva, foi expulso aos 18 minutos, num lance dúbio, quando muito seria cartão amarelo, mas, pronto, até podemos aceitar, depois o Hjulmand deveria ter levado o segundo cartão amarelo, toda a gente viu menos o árbitro e o árbitro assistente, aí o VAR não poderia intervir, aí não vamos dizer que o VAR Manuel Mota esteve incluído nessa decisão. O Rúben Amorim aproveitou e tirou o jogador ao intervalo. No final, quando o jogo estava 2-2 e provavelmente já não haveria mais golos, há um lance do Edwards que é considerado penálti por Luís Godinho, uma coisa inacreditável. O que é mais inacreditável é que não sabemos o que Manuel Mota estava a fazer… O que é que Manuel Mota não conseguiu ver? Toda a gente viu menos o Manuel Mota. O Luís Godinho ter-se enganado, até aceito porque o conheço bem, ele às vezes engana-se, o Luís Godinho é alguém de quem não gosto muito, mas isso não quer dizer que seja bom ou mau árbitro, é a minha opinião, mas o Manuel Mota estava lá, acredito que estava lá, devia ter aparecido naquele lance. São quatro pontos que o Sporting tem a mais. Basta!“, afirmou.

O administrador do FC Porto também aponta erros de arbitragem no jogo do Sporting contra o Casa Pia, insinuando que o Sporting beneficiou de um tratamento favorável por parte do VAR Hugo Miguel. Gonçalves expressa a sua frustração com a forma como estes erros aparentemente contribuíram para uma vantagem pontual para o Sporting, contrastando com situações em que o FC Porto se sentiu prejudicado.

Gonçalves relembra ainda incidentes do passado recente, nomeadamente no ano de 2024 e na temporada anterior, onde sente que o FC Porto foi diretamente afetado por decisões arbitrais desfavoráveis. Menciona especificamente um jogo contra o Boavista e outro frente ao Gil Vicente, onde a intervenção do VAR resultou em penalizações que considera injustas para o FC Porto.

“Este ano, 2024, já é a segunda vez. Começou no Boavista, com Manuel Oliveira, em que o VAR foi Rui Costa, num lance claro de penálti, um empurrão nas costas do Eustáquio, mais uma vez o VAR não chamou o Manuel Oliveira e o Manuel Oliveira teve um comportamento pouco adequado. No início da segunda parte, Eustáquio falou com ele, insinuando que ele se atirou para a piscina e que piscina tinha em casa para dar aqueles saltos, isto é grave. No espaço de um mês, o FC Porto tem quatro pontos a menos”, referiu.

“Pelo contrário, outros têm quatro pontos a mais e nós sabemos em que jogos foram, um deles, sem dúvida nenhuma, foi tão grave que o Conselho de Arbitragem se sentiu na necessidade de emitir um comunicado, foi no jogo do Sporting no terreno do Casa Pia. E quem estava no VAR? O famoso Hugo Miguel. Mais uma vez Hugo Miguel esteve envolvido nesse lance. Depois pediram desculpa, mas isso não se desculpa, são mais dois pontos que o Sporting teve e ninguém lhos retira, nós, pelo contrário, temos menos quatro, e isto, no final do campeonato, pode ser decisivo. Já tivemos isso no campeonato anterior. Convém não esquecer que no campeonato anterior, no jogo em casa frente ao Gil Vicente, o FC Porto teve um jogador expulso por intervenção do VAR Tiago Martins, numa intervenção não correta que nos retirou um jogador do jogo, perdemos três pontos e terminámos o campeonato com menos dois pontos do que o primeiro. São factos, não estamos a inventar nada, estamos a dizer a verdade, só queremos que nos respeitem, não queremos mais nada, não queremos que nos façam nenhum favor, só queremos que nos respeitem, que se lembrem que os nossos jogadores são profissionais dignos, que trabalham todos os dias para poderem chegar ao dia de jogo e terem bons desempenhos e que esses desempenhos não podem ser colocados em causa por decisões desse género”, concluiu.

Ao longo da sua intervenção, Gonçalves reforça o desejo de que o FC Porto seja tratado com respeito e equidade, sublinhando a importância do trabalho e do profissionalismo dos jogadores do clube. O dirigente conclui reiterando a necessidade de um campeonato justo, onde as decisões arbitrais não coloquem em causa os resultados desportivos e a integridade da competição.

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