Francisco J. Marques e o penálti de Pepe em Arouca: ‘O lance do Nicolás Otamendi contra o Farense…’

Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, levantou questões sobre a consistência das decisões arbitrais no futebol português, centrando a sua crítica num penálti assinalado contra o FC Porto no jogo frente ao Arouca, devido a uma mão na bola por parte de Pepe. Apesar de concordar com a decisão, Marques destacou que, em situações semelhantes envolvendo outras equipas, as decisões foram diferentes.

Em declarações ao Porto Canal, J. Marques comparou o incidente com lances anteriores no campeonato, nomeadamente um envolvendo Otamendi do Benfica, onde a bola também tocou no braço do jogador após um ressalto, mas que não foi considerado penálti. A sua crítica estende-se a um padrão de decisões que, na sua visão, favorece as equipas adversárias em detrimento do FC Porto, sugerindo que “só é penálti quando as camisolas são azuis e brancas“.

“Este corte do Pepe, sem querer com o braço, na minha opinião é penálti. Mas este lance não é mais nem menos do que outros que já vimos neste campeonato. A análise que se faz a este lance não se fez noutros. Por exemplo, o lance de Otamendi contra o Farense, a bola bate no chão e vai ao braço. Era penálti, mas não foi. Aí foi ressalto inesperado… Depois, jogo do FC Porto em Guimarães, na altura empatado, e há um jogador que na mesma posição que esta do Pepe corta a bola com a mão. Não foi penálti. Ou seja, só é penálti quando as camisolas são azuis e brancas. A bola na mão do Pepe é tão inesperada como os outros. Mas se tem volumetria, azar, é penálti. Isto é a diferença de tratamento com o FC Porto”, afirmou.

O diretor de comunicação expressou ainda a sua insatisfação com a atuação do VAR e com a postura do Conselho de Arbitragem, acusando este último de branquear erros arbitrais e de incentivar comportamentos inadequados ao nomear árbitros controversos para partidas importantes. Marques apela a uma revisão urgente das práticas arbitrais e a uma ação firme do Conselho de Arbitragem para garantir a imparcialidade e justiça nas competições.

“Mais inaceitável que o comportamento do VAR é essas coisas serem branqueadas. Há um senhor árbitro que está na função de VAR e não mostra as imagens todas ao árbitro e o que faz o Conselho de Arbitragem? Nomeia-o para o jogo possivelmente mais importante da 2ª Liga. O Conselho de Arbitragem está a passar uma mensagem aos árbitros de incentivo a este tipo de comportamentos. E depois tenta silenciar quem denuncia estas coisas, em vez de resolver o problema. Salta à vista que há diferença de tratamento com o FC Porto, o FC Porto está a ser prejudicado. O que faz o Conselho de Arbitragem? Não castiga e nomeia os árbitros para jogos a seguir, isto é gravíssimo“, referiu.

A crítica de Marques reflete uma preocupação mais ampla com a arbitragem no futebol português, chamando a atenção para a necessidade de transparência e equidade nas decisões, de forma a assegurar a integridade do desporto. Este caso sublinha a tensão existente entre os clubes e as autoridades arbitrais, evidenciando a importância de um escrutínio contínuo e de reformas no sistema de arbitragem português.

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