Fernando Póvoas quebrou o silêncio e admite ter empréstado mais do que 2 milhões de euros ao FC Porto

O ex-médico do FC Porto, Fernando Póvoas, concedeu um empréstimo de mais de 2 milhões de euros ao clube, durante a presidência de Pinto da Costa, segundo o Correio da Manhã. Este empréstimo, sem juros, está sujeito à condição de que os fundos recebidos pelo FC Porto da UEFA pela participação na Liga Europa sejam usados para pagar essa dívida.

Fernando Póvoas confirmou esta situação numa conversa publicada pelo jornal Record e expressou desagrado por não ter sido abordado pela direção de André Villas-Boas, alegando que a informação foi divulgada pelos atuais dirigentes do clube.

“Quando soube da notícia fiquei triste, desiludido e magoado. Quando se empresta dinheiro, o que se espera é que haja discrição, que ninguém se ponha em bicos dos pés. Sinto que foi isso que a nova direção do FC Porto fez ao ter decidido tornar isto público. Porque a informação só pode ter vindo dali”, começou por dizer.

“Convém referir que eu emprestei dinheiro ao FC Porto e não ao Pinto da Costa. É algo que fiz várias vezes ao longo dos últimos anos, sempre que me foi pedido. E só o continuei a fazer porque nunca me falharam em nada. Desta vez não houve possibilidade de me pagarem no prazo estipulado e decidiram passar-me duas letras pré-datadas para que a dívida fosse saldada posteriormente. Estamos a falar de um valor acima dos 2 milhões de euros, que irei receber a curto/médio prazo”, continuou, mostrando-se incomodado pelas notícias terem vindo a público.

“Tudo isto deixou-me muito incomodado, só me trouxe problemas. Até já tive pessoas a pedirem-me dinheiro emprestado depois de terem visto a notícia. É ingrato que tenham tratado as coisas desta forma. Podiam ter falado comigo, não teria qualquer problema em negociar novos prazos se isso fosse benéfico para o FC Porto. Ajudo porque amo o clube, não por qualquer tipo de interesse ou publicidade. Optaram por outra via e agora espero que não venham falar comigo porque a minha disponibilidade já não é a mesma”, concluiu.

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