FC Porto supera ‘imperial’ Sporting e conquista a Taça

Na antevisão deste jogo, Sérgio Conceição foi questionado sobre a hipótese de ganhar o único troféu desta temporada. Respondeu lembrando que Rúben Amorim já tinha bebido “uma ou duas cervejinhas” esta época, aludindo ao triunfo no campeonato. Agora, no duelo entre ‘fino’ e ‘imperial’, ganhou mesmo o fino nortenho. O FC Porto venceu a terceira Taça de Portugal consecutiva, neste domingo, diante do Sporting, por 2-1, após prolongamento. Foi um jogo de muitas emoções.

Dois golos, um cartão vermelho, repressão policial e muita emoção. Foram estes os condimentos de uma grande primeira parte na final da Taça de Portugal, no Jamor. O Sporting apresentou um onze inicial previsível, não distante do habitual, com o habitual 3-4-3. O FC Porto, por seu turno, teve de apresentar uma novidade no eixo da defesa. Zé Pedro substituiu o lesionado Pepe como defesa-central.

Nesta primeira parte eletrizante, os cinco primeiros minutos tiveram chances de golo para os dois lados. Diogo Costa respondeu bem, mas Diogo Pinto nem tanto. Notava-se alguma hesitação do jovem guardião leonino em sair da baliza, e até teve um choque com Evanilson que os adeptos portistas reclamaram como falta. Fábio Veríssimo nada assinalou.

O FC Porto parecia mais atrevido, com jogo direto nas costas da defesa leonina, especialmente do lado de Gonçalo Inácio, que teve alguma dificuldade em lidar com essas bolas ‘despejadas’. Mas o primeiro golo chegou para o lado do campeão nacional. Após um canto batido ao segundo poste por Pedro Gonçalves, Saint-Juste salta mais alto que todos e marca o primeiro golo ao serviço do Sporting.

A reação do FC Porto não se fez esperar. Evanilson aproveitou um erro de palmatória de Geny Catamo para empatar a partida, aos 28 minutos. O ala moçambicano ficou a meio entre uma receção e um corte, em frente à baliza, e Evanilson aproveitou a oferta. Os adeptos do FC Porto juntaram-se aos jogadores na festa, mas foram reprimidos pela polícia.

Mas o ‘carrossel’ não parou aí. Dois minutos depois, aos 30’, o Sporting ficou reduzido a dez homens. Novamente numa bola longa, St. Juste, que ainda há pouco tinha marcado, só consegue travar Galeno com falta enquanto este partia sozinho para a baliza. Vermelho direto e livre assinalado, após revisão do VAR (Veríssimo pensava que era grande penalidade). Nota final para uma chance perdida por Evanilson, já nos descontos, na cara de Diogo Pinto.

Segunda parte mais morna e calculista

Rúben Amorim viu-se forçado a fazer entrar Eduardo Quaresma, sacrificando Hidemasa Morita. Pedro Gonçalves baixou a médio e a equipa teve de recuar, deixando de abrir espaço nas costas da defesa. Sérgio Conceição fez entrar Mehdi Taremi, no lugar de João Mário, tentando dar mais fulgor ofensivo à sua equipa. Pepê foi para a ala direita.

Mas até foi o Sporting que ameaçou primeiro a baliza de Diogo Costa – e o internacional português respondeu de forma perfeita. Cabeceamento de Trincão à queima-roupa com Costa a defender por reflexo.

À entrada dos últimos 75, alterações no Sporting. Entrou Bragança e Diomande, saiu Trincão e Catamo. O FC Porto pressionava os leões. Com muito sofrimento por parte do Sporting. Com o empate a persistir, o jogo foi mesmo para mais 30 minutos adicionais.

O prolongamento começou com Diogo Pinto a segurar o resultado por duas vezes. No entanto, no ‘melhor pano cai a nódoa’. O guarda-redes saiu-se mal a uma bola longa e acertou apenas em Evanilson. Mehdi Taremi encarregou-se de bater o castigo máximo com eficácia, para grande festa dos adeptos. O apito final trouxe uma explosão de alegria para os adeptos do FC Porto, que ganham desta forma o único título da temporada, no último jogo. O Sporting ‘contenta-se’ com a Liga.

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