FC Porto apaga erro de Pepe, goleia Vizela e coloca pressão no Benfica

O FC Porto esqueceu a desilusão europeia a meio da semana contra o Arsenal e goleou, este sábado, o Vizela, por 4-1, em jogo da 26.ª jornada da I Liga.

Depois de um autogolo de Pepe ter levado o Vizela a vencer para o intervalo, Francisco Conceição, Pepê, Evanilson e Toni Martínez assinaram os quatro golos da reviravolta na segunda parte.

Filme do jogo:

Depois da eliminação europeia em Londres diante do Arsenal, Sérgio Conceição decidiu replicar a mesma ‘receita’ do duelo a meio da semana e deixou no onze o argentino Alan Varela, que tinha saído de maca do duelo com os gunners. Mehdi Taremi, por seu turno, nem marcou presença na ficha de jogo.

No que à partida diz respeito, o FC Porto entrou muito forte na partida, encostando o Vizela às cordas a maior parte da etapa inicial, e teve várias oportunidades para marcar. E podia ter começado a festejar logo aos três minutos. Wendell tentou a sua sorte à entrada da área e atirou para defesa apertada de Buntic. O início do encontro ficou também pelo silêncio da principal claque portista. Os Super Dragões, assim como Colectivo Ultras 95, protestaram contra o roubo de faixas de apoio do museu do clube azul e branco. A situação motivou a apresentação de uma queixa por parte dos portistas.

Voltando à partida, e depois de Petrov ter aparecido a tentar o desvio à boca da baliza de Diogo Costa, Francisco Conceição ficou à beira do que seria um golo olímpico. Num movimento característico do extremo portista, o camisola dez dos dragões cortou da esquerda para o meio, rematou em arco e fez a bola passar ligeiramente por cima da trave.

Contudo, e apesar desta entrada mais dinâmica da equipa da casa, o FC Porto colocou-se a jeito numa transição que parecia não ser perigosa e acabou por sofrer o golo aos 17 minutos. Depois de uma grande defesa de Buntic a remate de Otávio, o guardião colocou a bola na frente em Essende. O avançado francês correu até à área contrária e cruzou rasteiro. Pepe, que tinha Petrov nas costas, tentou o corte e atirou para a própria baliza.

O FC Porto demorou a reagir ao 0-1, também muito por culpa do facto dos minhotos terem recuado linhas e procurado defender mais junto da sua área. Aos 25 minutos, Pepê caiu na área e ficou a queixar-se de uma grande penalidade que João Gonçalves não concedeu. Minutos depois, Galeno também tentou a sua sorte, mas atirou muito por cima.

O tempo de intervalo ficou marcado pelo abandono das claques de apoio ao clube azul e branco. Já depois de terem estado praticamente sempre em silêncio durante o primeiro tempo, os elementos afetos aos Super Dragões e aos Colectivos Ultras 95 resolveram sair do topo sul, após terem tido conhecimento de que as tarjas roubadas no passado dia 4 de março foram exibidas por claques do Hajduk Split – com boas relações com uma claque do Benfica – e que acabaram por ser queimadas na Croácia. Já os restantes adeptos puxaram pela equipa na saída para o tempo de descanso e trocaram assobios com as claques.

À semelhança do que tinha acontecido na primeira parte, o FC Porto entrou muito pressionante e até obrigou Lacava a cometer um erro grave praticamente no início da etapa complementar. Depois de ter travado em falta João Mário no primeiro tempo e visto cartão amarelo, o venezuelano derrubou Francisco Conceição junto à linha lateral e viu o segundo amarelo. Como resultado, o dianteiro deixou os minhotos reduzidos a dez unidades.

Praticamente na sequência desta expulsão, e após mais uma bela jogada de Francisco Conceição, o camisola 10 dos dragões assinou um golaço que valeu o empate aos 55 minutos. Num movimento que já lhe é habitual, o extremo recém-chamado por Roberto Martínez à seleção nacional partiu da esquerda para o corredor central e rematou de fora da área para a igualdade. A bola entra junto ao poste direito de Buntic, que não tinha qualquer hipótese.

Este tiro certeiro empolgou os jogadores de Sérgio Conceição e a reviravolta podia ter acontecido no minuto seguinte. Já com os Super Dragões de regresso ao topo sul do Estádio do Dragão, Nico González testou a atenção de Buntic com um remate de fora da área e o guarda-redes do Vizela respondeu com uma enorme defesa. Pouco depois, o croata também negou o golo a João Mário.

A pressão do FC Porto era asfixiante e o Vizela já não conseguia suster o carrossel dos azuis e brancos. Depois de um cabeceamento de Evanilson ao poste em cima do minuto 67, o placard do Dragão voltou mesmo a funcionar aos 68′. Namaso deixou Pepê na cara de Buntic e o brasileiro finalizou de pé esquerdo para a reviravolta.

O sufoco da equipa da casa era evidente e o Vizela não tinha mãos a medir perante a quantidade de ocasiões que era criada pelo FC Porto. E foi sem surpresas que chegou o terceiro dos dragões em cima do minuto 77. Otávio Ataíde rematou à entrada da área, Buntic defendeu para a frente e Evanilson só teve de encostar.

Os forasteiros foram tentar colmatar os danos até ao apito final, mas acabaram por averbar mais um golo no Dragão. Depois de um remate de Francisco Conceição para defesa de Buntic, a bola ficou a saltar e Toni Martínez aproveitou a oportunidade para fazer as pazes com os golos e anotar o seu quarto remate certeiro da época.

O FC Porto selou, assim, a terceira vitória seguida na I Liga e consolidou o terceiro lugar com 58 pontos, menos três do que o Benfica que ainda entra em campo nesta ronda. Já o Vizela continua com vida difícil e é o 17.º colocado, em zona de descida, com 21 pontos.

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