Diego Moreira explica saída do Benfica e revela mágoa

Diego Moreira, agora a envergar as cores do Chelsea após uma saída marcada por sentimentos agridoces do Benfica, abriu o coração numa entrevista ao jornal O Jogo, revelando a sua “mágoa” por não ter sido opção regular nas escolhas de Roger Schmidt, treinador das águias. A mudança para o clube inglês no verão passado marcou o fim de uma etapa no clube do seu coração, onde esperava ganhar mais protagonismo, especialmente após a conquista da Youth League.

A decisão de Roger Schmidt de não incluir Moreira nas suas escolhas foi um duro golpe para o jovem, que acreditava merecer um lugar de destaque no projeto desportivo do Benfica.

“Posso dizer que gostava de ter ficado [no Benfica], mas as coisas não se deram. Foi uma situação difícil para os dois lados. Eu esperava muito mais oportunidades, que não tive“, lamentou o jogador, sublinhando que a sua expectativa era de ter um papel mais relevante após o sucesso na competição europeia de juniores.

A saída do Benfica não se deveu a questões financeiras ou contratuais, mas sim à falta de oportunidades de mostrar o seu valor.

“Não foi tanto a discussão de condições financeiras ou contratuais. Depois de conquistar a Youth League, esperava mais espaço e protagonismo, as oportunidades foram sendo menores. Fiquei muito triste“, confessa Moreira, evidenciando o peso emocional de não se sentir parte integrante do futuro do clube.

“Esperava muito mais, sentia que merecia e queria que me mostrassem que era importante para o projeto desportivo. Seria importante na minha confiança. Isso não aconteceu com muita mágoa porque estava no clube do coração“, acrescentou.

Apesar do desapontamento pela forma como a sua passagem pelo Benfica terminou, Moreira não hesitou em tecer elogios a antigos companheiros de equipa, destacando João Neves e António Silva pela qualidade e contributo no campo. Sobre o médio, destacou a sua incansável capacidade física e habilidade aérea, apesar da estatura não tão elevada. Já António Silva foi apontado como um defesa sereno, forte no jogo aéreo e capaz de prever os movimentos adversários com uma técnica apurada.

“De personalidade muito forte, o Neves é incansável, tem três pulmões, mesmo com pouca altura é bom de cabeça. Já o António tem aquela serenidade inabalável, é forte a adivinhar lances de um para um, tem técnica e jogo aéreo. Está completo e confiante. Tiveram as oportunidades que precisavam“, elogiou.

“Era um grupo com malta de qualidade incrível”, afirmou, reconhecendo o talento e as oportunidades que foram dadas aos seus colegas, algo que lhe faltou.

O avançado, que passou a primeira metade da temporada emprestado ao Lyon, ainda procura o seu espaço no futebol europeu, mantendo vivo o sonho de afirmar o seu talento e justificar as expectativas que sobre ele recaíam nas camadas jovens do Benfica. A história de Diego Moreira sublinha a dura realidade do futebol moderno, onde o talento por vezes não é suficiente para garantir um lugar ao sol no clube do coração.

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