Benjamín Rollheiser O principal lesado do ‘banco mau’ de Roger Schmidt

O Benfica investiu fortemente, não só no mercado de verão – em que foi batido o recorde de transferências pelo agora ‘mal-amado’ Orkun Kokçu, por 25 milhões de euros – mas também em janeiro, com as chegadas de Marcos Leonardo, por 18 milhões de euros, Gianluca Prestianni, por nove milhões, o empréstimo de Álvaro Carreras e, por fim, Benjamín Rollheiser.

O extremo argentino chega num negócio com contornos cada vez mais usuais no futebol europeu, um empréstimo com opção de compra obrigatória no final, para contornar os limites do fair-play financeiro. Custou um milhão pela cedência, mais nove milhões e meio a serem debitados na próxima época.

Apesar desse forte investimento, que culmina em 37,5 milhões apenas em transferências, nenhum destes jogadores se tornou titular com Roger Schmidt. Rollheiser será, dos reforços de janeiro, o que terá maior paciência. É que o argentino disputou apenas 23 minutos de jogo desde que chegou, sendo que muitos adeptos benfiquistas ainda nem tiveram hipótese de vê-lo em ação. Carreras, Marcos Leonardo e até Prestianni, na equipa B, têm mais minutos nas pernas.

O jogador entrou apenas em jogos ganhos pelo Benfica, com resultados seguros. Foi lançado para os últimos minutos da deslocação à Amadora, nas receção a Gil Vicente e Vizela, e 15 minutos na Luz, diante do Estoril Praia. Sempre em momentos de gestão do resultado. A última participação em campo foi no dia 10 de março.

De ‘cavalo para burro’. Fez 57 jogos pelo Estudiantes em 2023

Esta é uma mudança de 360º graus no panorama competitivo de Rollheiser que, na Argentina, era considerado um dos melhores jogadores da Liga. Na época de 2023, disputou 57 jogos pelo Estudiantes de la Plata, sendo, invariavelmente, titular.

O último encontro em que jogou de início foi a final da Taça Argentina, ganha pelo Estudiantes, em dezembro. Ao longo da época, marcou 12 golos e assistiu outros sete, sendo considerado um dos melhores jogadores do país, que tantas ‘jóias’ produz para o futebol europeu. Aos 24 anos, conta com quatro títulos no currículo.

Resta saber se, depois do final da temporada, e com a nova pré-época, Benjamín Rollheiser estará a tempo de ‘apanhar o comboio’. Mudar de país, de continente e exigência competitiva é sempre difícil. Conquistar a confiança de Roger Schmidt ainda mais.

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