André Villas-Boas afirma que ‘Pinto da Costa é prisioneiro de João Rafael Koehler, devido a coc…’

André Villas-Boas, candidato às eleições do FC Porto, levantou questões sérias sobre a atual gestão do clube durante uma entrevista ao Jornal da Noite da SIC. Villas-Boas alega que o atual presidente, Pinto da Costa, está “refém” de João Rafael Koehler, membro influente da lista A, acusando-o de estar demasiado dependente de fundos externos para a gestão financeira do clube.

Segundo Villas-Boas, Koehler tem um controlo excessivo sobre as finanças do clube, sendo o único com acesso completo às taxas de juro e outras condições financeiras, algo que limita a transparência para com os restantes membros e sócios do clube.

“Este candidato não é o mesmo com a forma, carisma e determinação que conhecemos“, afirmou Villas-Boas, referindo-se a Pinto da Costa.

Além das críticas à gestão financeira, Villas-Boas falou sobre sua visão para o futuro do clube, incluindo a continuidade do técnico Sérgio Conceição. Ele expressou o desejo de ter uma conversa direta com Conceição para garantir que ambos partilham a mesma visão antes de tomar qualquer decisão definitiva sobre a liderança técnica.

“Se disser que não, terei de ir ao mercado contratar um treinador“, declarou, enfatizando a importância de alinhar as direções técnica e administrativa.

Villas-Boas também criticou o desempenho desportivo sob a gestão atual, observando que em outras circunstâncias, um rendimento como o atual teria já resultado em demissões. Ele prometeu ser “implacável” com as práticas de gestão danosas se eleito, incluindo o uso abusivo de despesas de representação e outros gastos oficiosos.

A situação financeira do clube foi outro ponto de destaque na sua crítica. Villas-Boas destacou o elevado passivo e dívida do clube, reiterando a necessidade de uma gestão mais prudente e uma estratégia de longo prazo que evite a antecipação de receitas, prática que considera prejudicial para a sustentabilidade do FC Porto.

Com as eleições a aproximarem-se, as declarações de Villas-Boas prometem agitar o ambiente já tenso, colocando em perspetiva diferentes visões para o futuro de um dos maiores clubes de Portugal. Os sócios do FC Porto enfrentam uma escolha crítica entre a continuidade de uma liderança histórica e a promessa de reformas profundas propostas por Villas-Boas.

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