Adán elogia Rúben Amorim e relembra partida em Marselha: “Foi desastroso”.

À semelhança de Luís Neto, Antonio Adán, também de saída do Sporting, concedeu, esta quinta-feira, uma extensa entrevista à Sporting TV, na qual passou em revista os últimos anos em que vestiu a camisola do clube de Alvalade.

O guarda-redes espanhol confessa que foi muito feliz em Portugal ao longo dos último quatro anos, levando consigo memórias especiais.

“Sinto uma felicidade enorme. Apesar de ter terminado o meu tempo aqui no Sporting, sinto que durante estes quatro anos tudo foi um momento bom. Quando cheguei também a nível pessoal, foi o nascimento do meu filho aqui em Lisboa. Então, eu acho que tudo correu muito bem durante estes quatro anos. Desportivamente, aqui está a prova. E no âmbito pessoal, eu acho que também. A minha família foi muito feliz aqui em Lisboa, em Portugal. Desde que chegámos, fomos acolhidos de uma maneira espetacular. E isso fica para sempre também (…) Obviamente que vou ter saudades de todos, dos meus colegas de balneário, dos adeptos, do carinho e da cidade também. Acho que foi uma experiência espetacular”, começou por dizer Adan, recordando o dia em que chegou ao Sporting.

“A nível da história, eu sabia que chegava a um grande clube. Eu acho que a história deste clube é enorme, a quantidade de troféus que existem nesta sala representam isso mesmo. A quantidade de adeptos que se movem, tanto em Portugal como na Europa, eu acho que só conseguem isso em poucos clubes, e o Sporting é um deles. Eu tinha essa noção do que era o clube, do que vinha a representar, mas é verdade que não tinha a noção de que íamos conseguir tanto como conseguimos durante estes quatro anos. Eu sabia que íamos lutar, que o clube estava praticamente com um projeto novo, que era para crescer, para voltar a unir o plantel com os adeptos, e pouco a pouco, durante estes quatro anos, foi muito melhor do que eu esperava”, atirou o veterano guarda-redes.

“Eu acho que é especial poder estar entre tantos nomes importantes da história deste clube. Eu lembro-me que quando cheguei aqui, uma das primeiras coisas que fiz foi vir a este museu, e surpreendeu-me conhecer a quantidade de nomes importantes que tem nesta história. Eu via o nome de Schmeichel, e contaram-me um pouco de sua trajetória aqui, antes do meu caminho no Sporting. E agora poder estar entre eles me parece algo incrível, algo espetacular. Eu estou orgulhoso de ter conseguido isto durante estes anos, da importância que tenho tido para o clube durante estes anos. E é um orgulho tremendo poder ser campeão duas vezes com este clube”, acrescentou.

Elogios a Amorim e o jogo em Marselha

Nesta mesma entrevista, Antonio Adán deixou rasgados elogios a Rúben Amorim.

“Acho que ele é uma pessoa muito inteligente para o mundo do futebol. Sabe gerir o balneário na perfeição. Sabe gerir os seus próprios colegas de equipa técnica. E é uma voz com um mensagem muito clara, tanto para dentro como para fora do clube. E com uma força mental também espetacular para os poucos anos que leva no futebol como treinador. Ao nível pessoal, foi uma relação espetacular com ele, de confiança, de nos mudar todas as coisas que passavam no dia a dia. Eu acho que é um treinador espetacular e que vai continuar a ter conquistas”, destacou.

Adán recordou ainda o jogo da Liga dos Campeões em Marselha. O espanhol teve grandes responsabilidades nos dois primeiros golos sofridos e acabou expulso.

“Eu acho que nenhum jogo, por muito importante que seja para tudo, é decisivo para a carreira continuar. É certo que aquele jogo em Marselha foi catastrófico, mas os três anteriores na Champions foram muito bons. Isso muda de um dia para o outro. A seguir, jogámos contra o Santa Clara e fui o homem do jogo. A experiência dá-te que não é um jogo em particular, se cometes um erro, ou estás mal, que vai mudar vai dar o futuro da tua carreira. O que acho que te ajuda a crescer cada dia é o trabalho, a consistência, cuidar-te, trabalhar todos os dias, e assim estás mais perto de que as coisas corram bem, apesar de que há dias em que correm mal”, frisou o veterano guardião.

“Acho que nunca [vou esquecer o que se passou]. Também porque no meu período como jogador, como atleta, foi a época mais bem sucedida da minha carreira. Apesar de passar por grandes clubes… os momentos em que ganhámos alguns títulos, a importância e os títulos que ganhei aqui, não os ganhei em nenhum outro lugar. Por isso, vai ser inesquecível para mim. E depois, a nível pessoal, tenho um filho que é português, e isso também vai ser para sempre. São lembranças para ele, são lembranças para a família, são lembranças para mim que são impossíveis de esquecer. São muitos momentos bons no clube, na cidade, e obviamente também somos um país vizinho, e voltarei muitas vezes”, finalizou.

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