A resposta forte de Rui Costa a quem associa o Benfica à ditadura

O presidente do Benfica, Rui Costa, tomou uma posição firme contra as tentativas de associar o clube à era do Estado Novo.

No prefácio do livro “Cartilha da Benficofobia“, de João Malheiro, Rui Costa escreveu que é “errado, injusto e falso” tentar ligar a grandeza e o sucesso do Benfica à ditadura portuguesa. A obra foi lançada com o intuito de desmistificar a noção de que o clube era favorecido pelo regime autoritário.

“Tentar associar a grandeza e o sucesso do Benfica ao Estado Novo é errado, injusto e falso. O Benfica já era enorme e ganhador antes da ditadura e continua a sê-lo após a mesma“, afirmou. O líder máximo das águias destacou que, apesar dos desafios impostos pela suspensão da liberdade durante 48 anos, o Benfica continuou a crescer e a manter a sua posição de liderança no desporto nacional.

O presidente das águias enfatizou o compromisso do clube com a democracia, mesmo sob a ditadura, ressaltando que o Sport Lisboa e Benfica realizava eleições livres e democráticas. Rui Costa também lembrou que, após a Revolução do 25 de Abril, a direção do Benfica colocou as instalações do clube à disposição da Junta de Salvação Nacional, demonstrando o apoio à transformação democrática de Portugal.

A apresentação do livro ocorreu no Museu Cosme Damião, incluindo uma tertúlia sobre o papel do Benfica no contexto do 25 de Abril. O evento contou com a presença de figuras emblemáticas do clube como Toni, José Augusto e Shéu, além de músicos associados à Revolução, como Fernando Tordo e Paulo Carvalho.

Este prefácio e a subsequente discussão no evento ressaltam o esforço contínuo do Benfica para preservar sua história de integridade e resistência contra tentativas de politização injusta, reforçando o legado do clube como uma instituição que valoriza a democracia e a liberdade.

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